149% (Cento e quarenta e nove por cento). Esta é
a diferença salarial entre trabalhadores brasileiros com ensino
superior e aqueles que não conseguiram tirar um diploma
universitário. Isso faz do Brasil o país com maior
desigualdade de remuneração nesse quesito. Os dados foram
extraídos do estudo Education at a glance, da
Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), e divulgados na semana passada, em Paris.
O relatório analisa 35 países membros da OCDE e outros 11
que não integram a organização. De acordo com o
levantamento, o contraste do brasileiro fica mais evidente quando comparado
com a Suécia. Lá a diferença salarial é de
apenas 17% entre os que têm os que não têm ensino
superior. Ainda vale ressaltar que a média dos 46 países
analisados é de 56% em favor dos trabalhadores que possuem diploma
universitários.
Uma pós-graduação stricto sensu, por outro lado,
faz pouca diferença no bolso do brasileiro. Um mestrado ou doutorado
representa acréscimo salarial médio inferior a 0,5%. Neste
quesito, o Brasil aparece – juntamente com Reino Unido e os
países bálticos – entre as nações em que
se verifica a menor diferença salarial entre os trabalhadores com
diploma universitário e aqueles com mestrado ou doutorado.
O relatório revela ainda que apenas 15% da
população brasileira tem curso superior, frente aos 34%
registrados entre os países da OCDE. Além disso, o
investimento neste ensino mostra-se diferente no Brasil. Enquanto os
países da OCDE têm um gasto médio por estudante
universitário 1,2 vez superior ao gasto por aluno do ensino
fundamental, o Brasil gasta o triplo por universitário frente ao
desembolsado com cada estudante do ensino fundamental. Os países da
OCDE gastam, em média, US$ 8.733 por aluno dos seis primeiros anos
do ensino fundamental e US$ 10.106 por aluno do ensino médio. O
Brasil gasta, respectivamente, US$ 3.799 e US$ 3.837 por aluno.
Fonte: www.piaui.folha.uol.com.br