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Cracker é preso em flagrante em lan house de BH
"Ele enviava e-mails com mensagens contendo um programa que captura dados bancários de quem as recebe e abre. "

Data da Notícia: 27/09/2005


A polícia de Minas Gerais revelou ontem ter prendido em flagrante, na
cidade de Belo Horizonte, o garçom Eduardo Gabriel de Barros Dornelas, 22
anos, sob acusação de ser um cracker - hacker perito em invadir
computadores e capturar dados bancários e de cartões de crédito via
Internet. Eduardo Gabriel nega as acusações. 
De acordo com o titular da Delegacia Especializada na Repressão de Crimes e
Fraudes Informáticos (Dercife), Walter Freitas, o rapaz estava de posse de
uma lista com pelo 200 nomes de correntistas e donos de cartões de crédito.
O delegado estima que, só em cartões de crédito da bandeira Visa, as
supostas operações do rapaz tenham causado prejuízos da ordem de R$ 18 mil.
"Ainda não sabemos quantas pessoas foram lesadas, mas não devem ser
poucas". 

 Natural de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, Eduardo Gabriel já havia
cumprido quatro meses e meio de prisão depois de ter sido preso naquela
cidade, ano passado, acusado de integrar uma quadrilha especializada em
fraudes via Internet. Na última sexta-feira, foi preso novamente, desta vez
em uma lan house (casa de jogos eletrônicos) do centro de Belo Horizonte,
onde estaria, segundo a polícia, enviando e-mails com mensagens contendo um
programa, escondido, que captura dados bancários de quem as recebe e abre.


 O programa é o Trojan W32, um código malicioso que infecta arquivos em
versões 32 bits do Windows, cuja função é a de coletar informações pessoais
sem que a pessoa que o recebeu saiba. O programa se instala no computador,
e, a partir daí, toda vez que ela faz uma transação bancária ou com cartão
de crédito, o trojan captura os dados e os envia para o remetente. Nesse
caso, conforme a polícia, para Eduardo Gabriel. 

 Chorando, o garçom disse apenas ter recebido as mensagens, e negou a
prática de operações ilícitas. "Se eu tivesse dinheiro, não estaria
devendo. Se fosse expert em computadores, não estaria preso". Ele foi
autuado em flagrante por estelionato e apropriação indébita, no
Departamento de Investigações, na Lagoinha. 

 Eduardo Gabriel disse que como está desempregado, ficava na lan house
jogando e conversando nas salas de bate-papo. "Foi numa dessas salas que
eles enviaram esses dados para mim. Recebi apenas por curiosidade", alegou.


 A advogada Lenyr Dornelas, mãe de Eduardo Gabriel, não se conformou com a
prisão do filho. Ela disse que ele seria vítima de uma quadrilha organizada
que atua em Juiz de Fora, e cuja ação está na 32ª Vara Federal Criminal no
Rio de Janeiro. "Meu filho foi ameaçado de morte por essa quadrilha. Eu o
mandei para Belo Horizonte porque era perseguido". 		

Fonte: Hoje em Dia



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