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Falando de Inovação
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Data da Notícia: 04/02/2014


O atual cenário empresarial tem sugerido duas vertentes principais de empresas conforme seu tamanho. De um lado grandes conglomerados que comandam os principais mercados mundiais, e de outro, as micro e pequenas empresas, que compõem a maioria das instituições abertas. As primeiras detêm algumas vantagens competitivas clássicas e de fácil argumentação, como certa facilidade para capitalização financeira, infraestrutura de distribuição e a propriedade sobre marcas conhecidas, hipoteticamente. Apesar de algumas distinções entre ambas, há que se considerar em uníssono a prática administrativa constante da inovação como garantidora da longevidade.

Mas, o que exatamente é a inovação? Os conceitos acerca do significado de inovação são bem amplos e nem sempre bem definidos. Inovação está relacionada ao novo, ou seja, na capacidade de criação de produtos ou processos inéditos e melhorados, também eventualmente definida como inovação tecnológica. Entretanto, conforme Zaltman et al (1973), toda inovação é originada por uma mudança, mas nem toda mudança implica em inovação.

Indevidamente, muitos acreditam que inovar é inventar, ou, que toda invenção é uma inovação e que a inovação só existe se estiver associada a alguma forma de invenção. Em verdade, uma invenção até pode ser uma inovação, mas para isso, é necessário que a ideia seja inserida em um contexto de ação e resultados empresariais ou de benefício para a sociedade. De acordo com a Lei 10.973/04 – Lei da Inovação, “Inovação é a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços”.  Conforme Schumpeter (1975:84) “(...) Mesmo quando a inovação resulta de uma invenção, que tanto pode ter acontecido autonomamente como em uma dada situação de negócios, as duas são, econômica e sociologicamente, duas coisas inteiramente diferentes, mesmo quando por acaso são executadas pela mesma pessoa...”.

 Ainda, a inovação pode ser principiada por uma oportunidade derivada de novas demandas, como novas necessidades no mercado que origina novos produtos, ou por avanços tecnológicos que incitam melhores processos organizacionais, modelos de gestão, de produção e em produtos. Schumpeter define inovação, também, como o “fenômeno fundamental do desenvolvimento econômico”. Para Drucker (1962), toda organização possui apenas duas funções básicas: marketing e inovação.

 Voltando ao contexto inicial deste artigo, faz-se importante considerar o ato constante e organizado de inovar como a principal característica competitiva atual, como ora mencionado por Kelley (2000) ao suscitar a inovação como o elemento central das estratégias e iniciativas corporativas. Dentre as várias práticas que conhecidamente podem garantir uma sobrevida as organizações e que são, conforme os conceitos, formas de inovações, destacam-se o desenvolvimento de novos modelos de gestão para antever tendências lucrativas, foco em uma atividade específica com algum diferencial perceptível aos consumidores - diferenciação que deve ser regra básica para as pequenas empresas – um novo e melhor produto ou serviço, melhorias no processo ou desenho produtivo (melhor utilização dos recursos para aumento de resultados, aliado a um contexto social do trabalho), e até mesmo em um novo método de marketing. Desta forma há, em suma, quatro dimensões que determinam os tipos de inovações, a saber: inovação de produto, processo, de gestão e de negócio, e que, se fomentados e geridos de modo sistemático e organizado, amparada por constante estudo dos fatos e informações de mercado, acrescenta às empresas aptidão para crescimento contínuo. 



Fonte: Prof. Elcio Fernando Del Prete Miquelino



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