Big Data é um conjunto de
soluções tecnológicas capaz de lidar com dados
digitais em volume, variedade e velocidade, tendo capacidade de analisar
dados não estruturados, tais como: tweets, post no
Facebook, e-mails, blogs, vídeos,
geolocalização e comportamento de clientes. Dessa forma,
podemos definir que Big Data é a habilidade de capturar, armazenar e
processar grandes quantidades de dados em busca de
correlações. Na prática, essa tecnologia permite
analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real,
sendo fundamental para a tomada de decisões.
Um dos grandes trunfos do Big Data é a
capacidade de prever problemas, adiantar soluções e baratear
custos. As tecnologias aplicadas não só apoiam a coleta e o
armazenamento de grandes volumes de dados, elas fornecem a capacidade de
compreender e obter valor, o que ajuda as organizações a
operar de forma mais eficiente e rentável. As empresas poderiam
fazer grande uso disso, mas ainda têm dificuldades em lidar com algo
tão complexo. Mas, apesar das dificuldades de
aplicação, algumas organizações já
entenderam a importância de tentar entender essa
tecnologia.
Podemos usar Big Data para: detectar e prevenir
doenças e epidemias; determinar os preços ótimos que
maximizam os lucros e mínimo inventário; recalcular carteiras
de risco inteiras em questão de minutos e compreender as
possibilidades futuras para mitigar o risco; minerar dados de clientes
rapidamente e identificar os clientes mais importantes; enviar
recomendações personalizadas para dispositivos móveis
no momento certo, enquanto os clientes estão no local para
aproveitar as ofertas; analisar dados de mídias sociais para
detectar novas tendências de mercado e mudanças na demanda; e,
prever tendências para o mercado da moda.
O filme "Moneyball" (O Homem que Virou o Jogo)
é baseado na história real do gerente de um time de
basebol que, apesar da situação financeira
desfavorável da equipe, busca criar um time competitivo usando uma
sofisticada análise estatística dos jogadores. Essa é
a essência do Big Data: encontrar as respostas certas, sem precisar
necessariamente entender como se chegou ao resultado. É quase uma
aventura de descobertas através do cruzamento de números e
estatísticas que revelam segredos e comportamentos do consumidor
escondidos no perfil de cada usuário.
A massificação de dados, no
entanto, ainda enfrenta obstáculos. O maior deles seria a
privacidade. Se a recomendação de links patrocinados pelo
Google e Facebook já parece invasiva à maioria das pessoas, o
mundo e a legislação atual não estão preparadas
para as possibilidades que o Big Data oferece de agregar e tirar
conclusões de dados até então esparsos. A recente
denúncia de espionagem dos Estados Unidos em vários
países, inclusive no Brasil, também é uma
prática abusiva do Big Data. Os USA se defendem apoiados no combate
ao terrorismo, mas até onde a privacidade de pessoas, empresas,
instituições e governo pode ser invadida?
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Wagner José Dizeró. Doutor em
Computação pela Poli/USP. Professor e coordenador de curso no
Centro Universitário Unilins. Diretor da Fabrasoftware. e-mail:
wagner@fgestor.com.br | skype: wagner.dizero