São artefatos fabricados por
indivíduos de etnias diferentes, em sua maioria produzida em fibras
e fios naturais que dão pistas da complexidade intelectual, cultural
e criativa desses povos, informações sobre o modo de vida dos
criadores e usuários das peças. Estão expostas
peneiras, cestos, redes, máscaras e outros objetos originais com
funções específicas em seu uso diário. A estes
se misturam algumas peças da cultura não indígena, mas
que buscam nessas, suas referências.
Os Povos
Originários são compostos por diversos grupos
étnicos com culturas diferentes, e por vezes similares entre si.
Habitavam o território brasileiro em toda sua extensão, muito
antes dos “europeus civilizados” ou outros chegarem por aqui.
Estima-se que a população nativa no período desse
contato (século XVI) variava entre 1 a 10 milhões de
indivíduos, com sistemas sociais bem organizados.
Ao longo dos 500 anos de contato, houve uma
redução brutal desses povos em conseqüência do
processo de uma colonização, norteada por conduta de
exploração do meio ambiente e da população
nativa. Grupos foram dizimados, línguas foram extintas,
conhecimentos se perderam. Morreram em decorrência do uso da
força seja pela escravidão, guerra e epidemias e atualmente
pela segregação social, falta de apoio às suas
necessidades fundamentais, como o reconhecimento de seus direitos entre
outros.
Hoje, no Brasil, calcula-se que haja cerca de
820 mil indígenas vivendo nas mais diversas condições,
do isolamento total em matas intocadas, até estados
deploráveis de mendicância na periferia das grandes cidades.
Entre um extremo e outro, encontram-se, ainda, grupos que, com muito
esforço, preservam seu modo de vida, valores e saberes, mas, por
vezes, para isso, se apropriam de recursos e elementos da cultura
não indígena, como por exemplo: fazendo registros de seus
hábitos e costumes em CDs, filmes, fotografias, livros.
Somos um povo diverso e nossa originalidade
é fruto de uma mistura bem elaborada de basicamente três
“matrizes culturais”, a indígena a européia e a
negra. Precisamos cada vez mais nos esforçar na
construção de uma nação mais justa e melhor e
na base desse processo está o conhecimento e respeito às
diferenças.
Na Biblioteca da Unilins até
03/05, de segunda a sexta feira das 9h às 22h.
Fonte: Deraldo Ferreira Neto