Um estudo da ONG "Todos Pela
Educação" mostrou que só 10% dos jovens brasileiros
que concluem o ensino médio sabem matemática. Para muitos, a
disciplina nunca foi a matéria preferida. O levantamento revela
ainda que o desempenho dos estudantes piorou, já que em 2009 o
percentual era de 11%. Em português, o índice permaneceu o
mesmo: 29% dos alunos aprenderam o que deveriam ao terminar o ensino
médio.
Toda essa disparidade entre português e
matemática afeta na escolha do curso superior. Cursos como
Engenharia estão com menor procura do que cursos das áreas de
humanas. Para a responsável pelo estudo, Priscila Cruz, diretora
executiva do "Todos Pela Educação", não dá para
a gente imaginar uma sociedade que inova, uma sociedade que se desenvolve
na inovação, nas novas tecnologias sem ter uma base muito bem
consolidada na matemática, nas ciências. O Brasil é uma
das maiores economias do mundo e um dos piores países em
educação, então não dá para a gente
manter essa distância do jeito que está?, afirma.
A procura por profissionais de engenharia
aumenta gradativamente. Segundo estudo, até 2015, o Brasil vai
precisar de 300 mil engenheiros, mas o país não consegue
formar a quantidade de profissionais necessários para a área.
De acordo com a Federação Nacional dos Engenheiros, os
estudantes não estão terminando o curso e os que terminam
não buscam uma especialização.
Segundo a Federação, o Brasil
forma cerca de 38 mil engenheiros por ano, mas precisa de quase o dobro
disso para dar conta da demanda. Mesmo com salário inicial na
média de R$ 5,5 mil, o mercado ainda sente falta de profissionais,
principalmente, profissionais qualificados.
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