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Graduação pela internet
"As instituições de ensino superior que tiverem interesse podem oferecer esse tipo de disciplina desde que não se ultrapasse 20% do total da carga horária do curso." Data da Notícia: 17/08/2005 As disciplinas ministradas a distância estão cada vez mais populares. As
chamadas semipresenciais já estão nos currículos de diversos cursos de
graduação do país. No Distrito Federal, algumas instituições apostaram na
idéia. Acreditam em ganhos para a formação do aluno, que se torna mais
independente e corre atrás dos conhecimentos sozinho.
De acordo com a portaria nº 2.253, de 2001, as instituições de ensino
superior que tiverem interesse podem oferecer esse tipo de disciplina desde
que não se ultrapasse 20% do total da carga horária do curso. Na
programação dessas aulas, encontros devem ser previstos. Os estudantes
precisam contar com o apoio dos professores para levar bem o curso. Além
disso, o Ministério da Educação exige que as avaliações sejam feitas na
própria universidade. Não podem ocorrer em meios virtuais.
A União Pioneira de Integração Social (Upis) incorporou as aulas a
distância ao currículo de todos os cursos de graduação desde 2003. Antes de
implementar as disciplinas semipresenciais, a direção da instituição
pesquisou diversas ferramentas que pudessem ser utilizadas para comunicação
entre professores e alunos. Não encontraram nenhuma que atendesse às
necessidades da Upis.
A instituição criou, então, o próprio sistema. Por meio dele, os
professores das 11 disciplinas oferecidas na modalidade podem acompanhar as
atividades dos estudantes. Munidos de senhas, os alunos entram em um site.
Lá estão registradas as datas de encontros e avaliações; ficam disponíveis
os módulos de estudo, com o conteúdo a ser aprendido e há exercícios que
contribuem para a nota do aluno. Os professores conseguem saber quais
módulos foram lidos e quantos exercícios foram feitos.
Quando aparecem as dúvidas, os estudantes têm duas alternativas:
colocá-las nos fóruns de discussão ou mandá-las por email para o professor.
Nos grupos de discussões os próprios colegas podem respondê-las. De
qualquer maneira, o professor deve respondê-la em até 24 horas. Em dezembro
de 2004, outra portaria foi publicada. Nela, o MEC determina que as
faculdades mantenham tutores à disposição dos alunos. Tais profissionais
devem ser qualificados de acordo com o projeto pedagógico do curso. O
cumprimento das determinações são essenciais para a renovação da
autorização e reconhecimento dos cursos.
Vantagens comprovadas Quem já cursou uma disciplina a distância garante
que não há prejuízos de aprendizagem aos estudantes. Núbia de Souza Pereira
da Silva, 25 anos, destaca que as matérias feitas na modalidade
semipresencial eram teóricas, que não exigiam muito contato com o
professor. O importante é correr atrás dos conhecimentos. Foi tranqüilo,
afirma a estudante do 3º semestre de administração em marketing.
Núbia achou o clima das aulas pela internet mais descontraído. Como passa
pouco tempo em casa, utiliza os laboratórios da faculdade para concluir as
etapas das aulas. A instituição tem que oferecer essas condições, já que
nem todos os alunos têm acesso a computador e internet, analisa a jovem.
Mário Gustavo Souza Oliveira, 26, defende a proposta. A gente pode adequar
os estudos aos nossos horários. É bem mais cômodo. Gostei de me sentir à
vontade para aprender, garante.
Para o diretor-presidente da Upis, Vicente Nogueira Filho, quem cursa
disciplinas a distância se torna um profissional mais preparado para
encarar o mercado de trabalho. O estudante precisa ser pró-ativo e não pode
esperar pelo conhecimento. Na vida profissional, esse tipo de comportamento
será cobrado, sentencia. O diretor do centro Católica Virtual, Francisco
Botelho, lembra que os cursos virtuais permitem mais interação entre alunos
e professores do que em sala de aula.
Na Universidade Católica de Brasília (UCB), as mesmas matérias são
oferecidas pela metodologia virtual e presencial. Quem faz a opção é o
universitário. Em geral, são disciplinas básicas para os currículos.
Segundo as pesquisas feitas pela UCB, não há diferença de aprendizado entre
os estudantes que passaram por uma ou outra modalidade.
Os diretores das instituições ressaltam que a maior dificuldade para
implementar o ensino a distância é a falta de professores especialistas
nessa área. Até o material utilizado precisa ser adaptado. O custo para se
montar uma infraestrutura para o meio virtual é alto. E é preciso formar
mais profissionais na área, afirma Botelho. |
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