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Velocidade do andar pode indicar riscos
de derrame
"" Data da Notícia: 27/06/2012 A velocidade na qual as pessoas andam e a força do aperto de mão podem
indicar as chances de sofrer um derrame ou problemas de memória. De acordo
com um estudo que será apresentado em abril, durante o Encontro Anual da
Academia Americana de Neurologia, em Nova Orleans, passar a caminhar mais
devagar pode significar um risco 1,5 vez maior de desenvolver problemas de
memória. Já aqueles que mantêm o passo durante os anos, podem ter 42% menos
chances de sofrer um derrame cerebral.
Na pesquisa, Erica Camargo, neurologista do Boston Medical Center, em
Boston, e coordenadora do estudo, analisou 2.400 voluntários, entre homens
e mulheres, com uma idade média de 62 anos. Nenhum dos participantes tinha
tido derrame cerebral ou declínio mental quando o estudo teve início. Foi
medida a força do aperto de mão e a velocidade do andar, além da realização
de exames de imagem no cérebro e testes de memória.
Durante um período de 11 anos de acompanhamento, 79 pessoas tiveram derrame
ou acidente vascular cerebral isquêmico transitório (também conhecido como
'miniderrame') – o déficit neurológico acontece de maneira súbita, mas tem
recuperação completa em pelo menos 24 horas. Outros 34 pacientes
desenvolveram demência.
Resultados — Notou-se, então, que o risco para problemas de memória era 1,5
vez maior entre aquelas pessoas que passaram a andar mais devagar como
passar dos anos. O caminhar mais lento também foi relacionado a um menor
volume cerebral e com baixa performance em testes de memória, linguagem e
de tomada de decisão.
Pessoas com 65 anos ou mais que tiveram os mais fortes apertos de mão
apresentaram 42% menos riscos de um derrame ou de um ataque isquêmico
transitório. O mesmo efeito, no entanto, não foi visto em pessoas com menos
de 65 anos. O aperto de mão mais forte foi ainda relacionado com um maior
volume cerebral.
"Enquanto fragilidade e baixa performance física em idosos foram associados
com um aumento nos riscos de demência, não temos certeza do quanto isso
chega a impactar pessoas nessa idade", diz Erica. Em termos clínicos,
reduções na força do aperto de mão e na velocidade do caminhar pode ser um
sinal de que é preciso fazer testes adicionais para verificar a função
cerebral.
De acordo com os pesquisadores, é preciso que estudos complementares sejam
realizados, para melhorar a compreensão de como acontece a redução na
velocidade do caminhar e na força do aperto de mão.
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