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Atuação da enfermagem no cuidado de idosos
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Data da Notícia: 19/06/2012


A enfermagem, inicialmente era praticada por freiras que prestavam
assistência por caridade aos doentes e miseráveis nas santas casas,
portanto, os cuidados prestados aos pacientes eram de cunho religioso, não
tendo assim nenhum embasamento científico, mas apenas empírico. A
assistência era realizada sem o uso de uma metodologia de trabalho para
orientar suas ações, conforme as necessidades surgiam às decisões eram
tomadas (MACHADO, 2006). A enfermagem ao longo do tempo vem se
desenvolvendo, tornando uma profissão honrada, digna, técnica e científica,
e para isto, passando por várias fases desde os tempos das civilizações
mais antigas, onde as pessoas que prestavam cuidados aos doentes o faziam
apenas por caridade (MACHADO, 2006). A enfermagem hoje é uma área que está
voltada também para bases cientificas, fato que Florence já fazia em seus
cuidados como higienização, isolamento, na época. Porém, desde o início,
algumas dificuldades foram encontradas como o desconhecimento dos sintomas,
das necessidades básicas alteradas e da nomenclatura destas necessidades,
dentre outros motivos. O processo de enfermagem por ter origem nas práticas
de atenção ao doente, possui fases interdependentes e complementares e
quando realizadas concomitantemente resultam em intervenções satisfatórias
para o paciente (FOSCHIERA e VIERA, 2004). Os profissionais da saúde, em
especial os enfermeiros, devem abordar o idoso considerando todas as
especificidades decorrentes do envelhecimento. É preciso que os
profissionais estejam devidamente preparados para prestar cuidados ao
idoso, pois esta faixa etária apresenta uma instalação muito rápida dos
processos patológicos, podendo facilmente mudá-lo de independente para
dependente (SILVA,2001).

Porém, os profissionais da saúde geralmente não visualizam o idoso como um
indivíduo que apresenta necessidades diferentes dos demais adultos e,
consequentemente, os estudantes não são estimulados a aplicar conhecimento
e conceitos específicos relacionados à gerontologia em sua dinâmica
assistencial (BRASIL, 2005). Torna-se necessário, então, que se desenvolvam
atividades acadêmicas que não apenas informem a respeito do envelhecimento,
mas que formem profissionais que respeitem os limites e as peculiaridades
decorrentes do envelhecimento, tornando-os capazes de reconhecer as
modificações físicas, emocionais e sociais do idoso. Assim, o enfermeiro
pode atuar de forma a melhorar a qualidade de vida no envelhecimento. O
papel do enfermeiro em relação ao idoso é abrangente, englobando a educação
em saúde, a gerência de recursos humanos e de materiais e a realização da
assistência qualificada (FOSCHIERA e VIERA, 2004). Posto isso, verifica-se
a necessidade de formar profissionais qualificados para atender a crescente
população de idosos de forma global e individualizada, considerando todos
os aspectos do envelhecimento. Conhecer a visão dos discentes sobre a
temática proposta, bem como a contribuição do estudo da gerontologia para o
desenvolvimento da prática profissional contribuirá para a discussão e
reflexão nos currículos das Escolas de Enfermagem, visando adequar o perfil
profissional às necessidades sociais. Dessa forma, será possível formar
recursos humanos cada vez mais interessados, críticos e qualificados para o
cuidado dos idosos (MACHADO, 2006). Os enfermeiros são profissionais de
saúde com um papel prioritário no apoio aos idosos, patológicos ou não,
independentes ou não, com autonomia ou não. São profissionais
determinantes, principalmente no processo de reabilitação fazendo com que a
assistência seja sistematizada permitindo assim que se identifiquem os
problemas dos idosos de maneira individualizada, colocando seus
conhecimentos teórico-práticos no controle do processo do envelhecimento, e
sempre mantendo sua formação em continuidade para os estudos clínicos
preventivos, curativos e paliativos a essa população (FOSCHIERA e VIERA,
2004).

A enfermeira também tem como papel avaliar cuidados da assistência, dar
assessoria, planejar e coordenar serviços prestados pela enfermagem,
orientações e avaliações das ações relacionadas à saúde dos idosos,
comandar no tratamento de feridas, úlceras de pressão, planejando ações de
proteção ao surgimento de úlceras de pressão e complicações das doenças do
idoso, estimulando deambulação precoce, e gerenciando procedimentos em
saúde, deve saber investigar e identificar os casos em prioridade, abordar
corretamente o idoso, agir coordenadamente com outros profissionais, traçar
intervenções eficazes para cada caso (FOSCHIERA e VIERA, 2004). A
enfermagem gerontológica possibilita o desenvolvimento qualificado da
atenção à saúde do idoso. Dessa forma, observa-se que a enfermagem, parte
integrante da equipe de saúde, deve habilitar-se para poder atuar de forma
mais adequada e especializada na assistência ao idoso. Para isso, é preciso
que o discente de enfermagem tenha a oportunidade de repensar possíveis
atitudes desfavoráveis em relação ao idoso, assim como perceber que esta
etapa da vida corresponde a um período de desenvolvimento e de bem estar
apesar de poderem estar presentes limitações inerentes à idade (MACHADO,
2006).

A Unilins está com inscrições abertas para o curso de especialização em
Gerontogeriatria na modalidade semi-presencial. O curso tem como um de seus
objetivos aperfeiçoar o profissional de enfermagem por meio de treinamento
teórico nos níveis de atenção primário, secundário e terciário.


		

Fonte: artigonal



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