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Reconhecendo o fim
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Data da Notícia: 22/06/2011


Diante da possibilidade de morte de alguém querido a família ou o cuidador
passa pelo sentimento de incapacidade e isso gera sentimentos
contraditórios, tais como raiva, culpa, alívio, etc.

A raiva é um sentimento que aparece quando se percebe que não se pode mudar
o rumo das coisas e prolongar a vida. A culpa está relacionada com o
sentimento de não ter cuidado mais e melhor. Por outro lado, a morte de
alguém que está sofrendo pode representar um alívio para a família e para o
cuidador.

Esses são sentimentos comuns e normais nessa situação, dificilmente são
reconhecidos ou aceitos. É preciso que o cuidador e os familiares
reconheçam seus limites e entendam que mesmo que estejam fazendo tudo o que
é necessário para o bem-estar da pessoa, pode ser que ela não recupere a
saúde.

Ao longo da vida passa-se por várias situações: algumas coisas são perdidas
e outras ganhadas, tais como: ao crescer se perde a infância e se ganha a
adolescência, ao mudar de casa ou de trabalho se pode ganhar mais espaço ou
melhor salário, mas se perde o lugar que gostava ou se deixam os amigos, ao
terminar um relacionamento amoroso e iniciar outro, os sentimentos também
são contraditórios. Se sente tristeza pela perda do amor antigo, apesar de
estar feliz com novo amor. Todas essas situações podem parecer
insuportáveis e insuperáveis.

Esse momento de sofrimento pela perda de alguém é melhor suportado quando
se tem com quem partilhar, pois esconder os sentimentos, chorar escondido,
negar a perda não torna o sofrimento mais suportável.

Nessas horas cada pessoa tem seu jeito de procurar consolo para seu
sofrimento como por exemplo, rezar, mudar de ambiente, pensar sobre a vida,
conversar sobre a situação, reencontrar velhas amizades, cuidar de si mesmo
e reorganizar a vida.

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Por mais que esse assunto seja delicado, é uma realidade na vida de todas
as pessoas e, principalmente, na velhice, considerada como última etapa do
ciclo vital. Pensando nisto, haverá uma disciplina que tratará sobre
perdas, terminalidade e finitude no curso de especialização em
Gerontogeriatria da Unilins, na modalidade semi-presencial, que está com
matrículas abertas.
		

Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008



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