|
Testes em avaliação prometem detectar
Alzheimer
"" Data da Notícia: 07/02/2011 Um exame de tomografia cerebral capaz de detectar as placas no cérebro que
causam a doença de Alzheimer se mostrou eficaz em estudos e está em
processo de análise pelo governo dos EUA. Um comitê consultivo da FDA
(agência americana que regula alimentos e remédios) está revisando a
pesquisa para avaliar se esse exame deve ser aprovado para comercialização.
Um segundo estudo mostrou que um exame de sangue pode detectar a
beta-amiloide, proteína que forma a placa do Alzheimer. Segundo os
pesquisadores, o teor da proteína no sangue pode estar ligado ao risco de
problemas de memória. Os dois estudos foram publicados na quarta-feira pelo
"Journal of the American Medical Association".
"Trata-se de duas pesquisas muito importantes", disse Neil Buckholtz,
diretor da divisão de demência senil no Instituto Nacional do
Envelhecimento, dos EUA. O novo exame de tomografia cerebral usa um corante
desenvolvido pela Avid Radiopharmaceuticals, agora controlada pela Eli
Lilly. O corante gruda nas placas presentes no cérebro dos pacientes e as
torna visíveis em tomografias por emissão de pósitron (PET). O estudo da
Avid foi feito com 152 pessoas próximas do fim da vida que concordaram em
passar por tomografias cerebrais e em terem seus cérebros autopsiados
depois da morte. Os pesquisadores queriam saber se as tomografias
revelariam a presença das mesmas placas exibidas por uma autópsia.
Vinte e nove dos pacientes morreram e passaram por autópsias. Em 28 casos,
houve coincidência entre a tomografia e a autópsia. Caso a FDA aprove essa
tomografia, o exame pode determinar se um paciente com demência tem ou não
Alzheimer. Se não tiver, os médicos terão de considerar diagnósticos
alternativos. O método também pode ser usado por empresas que estão
testando remédios para remover as placas do cérebro. As tomografias podem
demonstrar se os medicamentos estão funcionando. O outro estudo, de um
exame de sangue, foi conduzido pela médica Kristine Yaffe, da Universidade
da Califórnia, com 997 participantes com idade média de 74 anos.
Eles foram acompanhados por nove anos e passaram por testes de memória e
exames de sangue que buscavam beta-amiloide. A beta-amiloide, que fica no
cérebro, vai para o fluido espinhal. De lá, pode entrar na corrente
sanguínea. Quando a proteína se acumula em forma de placa, seu nível no
fluido espinhal cai, indicando Alzheimer. Yaffe e sua equipe queriam saber
se era possível detectar a proteína no sangue em vez do fluido espinhal.
O método é difícil: o teor da proteína no sangue é muito inferior ao
encontrado no fluido espinhal, e parecem existir outros motivos possíveis
para sua presença no sangue, o que confunde os resultados de teste. Ainda
assim, diz Ronald Petersen, presidente do conselho de consultoria médica e
científica da Associação de Alzheimer, um teste como esse é necessário.
Caso sejam desenvolvidos tratamentos que detenham a doença, seria
importante começar a usá-los antes que os danos sejam irreversíveis.
"Precisamos de uma ferramenta barata e segura para uso em larga escala,
como os testes de colesterol". A ideia seria usar esse teste para uma
primeira filtragem e depois submeter as pessoas que apresentem resultados
positivos a tomografias e ressonâncias, por exemplo.
--
No curso de especialização em Gerontogeriatria da Unilins haverá
disciplinas que tratarão do Mal de Alzheimer e sua grande influência na
vida dos idosos acometidos por esta patologia.
|
|
UNILINS - Centro Universitário de Lins © Copyright 2010 • Av. Nicolau Zarvos, 1925 - Jardim Aeroporto - CEP 16401 371 - Lins-SP Telefone (14) 3533-3200 • Cursos de Graduação: 0800 771 3200 • Outros Cursos: 0800 771 3090 |