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A importância da gestão de custos na vida das PMEs
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Data da Notícia: 22/12/2010


Em uma economia estável como a que o Brasil registra hoje, esse pode ser um
dos caminhos mais comuns a ser utilizado.

Crescimento do País passa pela inovação nas pequenas empresas.  Muitas
vezes as empresas e, principalmente, as pequenas e médias, ao compararem o
seu volume de vendas com o reflexo em caixa, percebem um resultado abaixo
do esperado. A conclusão mais simples a que chegam é que deveriam aumentar
os preços de seus produtos e serviços.

Em uma economia estável como a que o Brasil registra hoje, esse pode ser um
dos caminhos mais comuns a ser utilizado, desde que o reajuste efetuado
seja absorvido pelo mercado e reflita no aumento do volume de negócios. Em
contrapartida, essa medida pode ser menos eficaz para empresas que projetam
ampliar seu campo de atuação e, portanto, deve ser seguida com cautela,
traçada após as devidas análises da concorrência, do mercado e do
público-alvo de uma empresa.

Uma alternativa que se mostra mais ágil e até mais eficiente, no que diz
respeito ao aumento da produtividade, é a reestruturação das operações
internas, avaliando oportunidades de reduzir custos. Embora não haja uma
fórmula específica, uma das medidas sugeridas é a de um acompanhamento
contínuo dos empreendedores em todo o processo de gestão das despesas. Isso
é possível por meio de mecanismos, sistemas e ferramentas internas que
permitam conhecer determinadas situações e, assim, tomar decisões mais
assertivas.

Recente estudo do Sebrae-SP mostra que a maior parte (86%) das micro e
pequenas empresas (MPEs) paulistas não conhece a composição exata dos
custos do principal produto ou serviço que oferece no mercado. Outra
pesquisa, da consultoria Nielsen, sobre as perspectivas das MPE's na
América Latina, comprova que a falta de gestão sobre os custos aumenta a
vulnerabilidade das empresas em médio prazo.

Nesse sentido, é importante identificar onde estão os principais gastos da
empresa desde os mais básicos, como energia elétrica, telefonia e
combustível, até os mais complexos, como estrutura e processos. Muitas
vezes, ideias criativas e pesquisa de mercado já podem surtir efeitos quase
imediatos: racionalizar a utilização de aparelhos eletrônicos, buscar
tecnologias alternativas para serviços de voz/internet e, até mesmo,
aliar-se a parceiros especializados que possam contribuir com a gestão de
despesas operacionais.

Para citar outro exemplo, ainda segundo os estudos acima, no que se refere
a métodos de pagamento, aproximadamente 76% das PME's brasileiras utilizam
formas ineficientes de pagamento, como cheque e dinheiro, para seus gastos
cotidianos, mesmo considerando que o uso de ambos varia de acordo com o
tamanho da empresa, de acordo com as pesquisas. Os estudos indicam ainda,
que apenas 3% utilizam cartões de crédito ou débito, sejam empresariais ou
pessoais.

Para a pequena e média empresa ter uma vida saudável, é preciso separar os
gastos pessoais dos empresariais, portanto, saber gerir as despesas do
negócio não é só uma necessidade de grandes empresas, mas fator crítico de
sucesso no mundo corporativo atual.
Estudos à parte, em uma economia onde a concorrência é grande inovar,
tornou-se uma prática necessária para colher bons resultados. m Ao fazer a
'lição de casa' bem feita, o pequeno e médio empreendedor pode ganhar mais
tempo e dinheiro para investimentos internos, como em infraestrutura,
tecnologia, capacitação de colaboradores e aumento da produção. Tudo sem
prejudicar o funcionamento de sua empresa.
		

Fonte: Mauro Lúcio Barros - é gerente de Canais de Vendas do Ticket Car



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