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Exercícios respiratórios ajudam a tratar idosos
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Data da Notícia: 26/11/2010


Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao
tratamento medicamentoso da asma na população idosa. De acordo com uma
pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), idosos asmáticos que se
submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios — em geral
deixados em segundo plano — apresentaram melhora no quadro clínico e na
qualidade de vida. O estudo “Os efeitos de um programa de exercícios
respiratórios para idosos asmáticos”, de autoria de Ludmila Tais Yazbek
Gomieiro, consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com
ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira
mais correta: “No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto
deveríamos”, afirma. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por
semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.

Os principais sintomas da asma — tosse, falta de ar e “aperto” no peito —
se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos,
emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira. A limitação física de
idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento
desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que
diária, é realizada. Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica
mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma,
o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a
autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida
social. “Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de
viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como
serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos”, explica a
pesquisadora.

De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e
expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o
pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações
físicas dos pacientes. “Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou
realizar atividades diárias tornou-se mais fácil”, descreve Ludmila. A
necessidade do bronco-dilatador, conhecido por “bombinha”, também diminuiu,
bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses
resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se
sentir mais confiantes.

A pesquisa

No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de
estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas
com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema.
Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para
asmáticos das quais participava. “Alguns alunos chegavam em crise leve e
nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios”.

A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os
utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna
menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não
necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. “Se a
pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer
sozinha”. Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no
tratamento da doença.

O estudo teve a orientação do prof. Pedro Francisco Giavina Bianchi Junior,
do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP.

Fonte: Agência USP de Notícias

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Fonte: Agência USP de Notícias



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