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Juventude e maturidade
"O relacionamento dos pais com os filhos adolescentes não tem sido fácil"

Data da Notícia: 18/05/2010


O relacionamento dos pais com os filhos adolescentes não tem sido fácil.
Além da fase complexa pela qual os jovens passam e que os leva a agir de
modo diferente do que seus pais estavam acostumados -e que deixa os adultos
um pouco perplexos e sem ação-, a situação está ainda mais difícil por
causa de nossa cultura em relação à juventude.

Ser jovem deixou de ser uma etapa da vida para se transformar em um estilo
de viver. Isso significa que, quando a criança entra na adolescência, ela
passa a se relacionar com adultos iguais a ela, ou seja, tão jovens quanto
ela. Na questão educativa, esse é um fato complicador. A adolescência é o
tempo de amadurecer, mas, se os pais não ajudarem o filho a entrar na
maturidade, ele continuará a agir de modo infantilizado.

Todos conhecem jovens que estudam e... só. No restante do tempo da vida,
eles consomem, frequentam festas, namoram e desfrutam da sexualidade,
jogam, ficam na internet. Em resumo: eles estudam sob uma enorme pressão de
êxito não apenas por parte da família como de toda a sociedade e permanecem
prisioneiros de seus caprichos impulsivos.

Para muitos, esse é o momento de buscar desafios para evitar o tédio que se
instala nesse tipo de vida. Alguns encontram as drogas, outros desafiam a
morte por meio de, por exemplo, esportes radicais, outros se dedicam
exaustivamente ao culto do corpo perfeito e muitos outros ficam doentes.O
índice de suicídio entre jovens tem crescido no mundo todo, inclusive no
Brasil. Aqui, tem aumentado a taxa que envolve a população entre 15 e 29
anos de idade.

Isso significa que eles precisam muito dos pais nesse momento da vida. E o
que seus pais podem fazer?

Em primeiro lugar, podem bancar o lugar de adultos perante o filho
adolescente, não esmorecer nem tampouco desistir, por mais árdua que a
tarefa educativa pareça.É preciso lembrar que pode ser difícil, mas
impossível não é, como tenho ouvido muitos pais declararem.

O filho precisa da ajuda dos pais, por exemplo, para aprender a retardar e
mesmo suspender o prazer que busca, para saber dividir seu tempo entre
várias atividades e obrigações, para se abrir para as outras pessoas e
buscar modos de viver bem com elas. Precisa de auxílio também para
colaborar com o grupo familiar e para dar conta de várias outras
responsabilidades consigo mesmo e com os outros, para desenvolver virtudes
e para, sempre que conjugar o verbo "querer", aliar a ele outros dois: o
"dever" e o "poder".

Para tanto, os pais precisam aprender a ceder algumas vezes e a ouvir o que
seu filho diz -seja por meio de palavras, seja por atitudes. Ouvir não
significa atender, mas considerar a dialogar e a negociar. E essa talvez
seja a palavra chave do relacionamento entre pais e filhos dessa faixa
etária.

Negociar conflitos e demandas com o filho é uma maneira de os pais o
ajudarem a perceber que ele pertence a um grupo que segue alguns valores e
princípios que são inegociáveis, mas que, ao mesmo tempo, reconhecem o
crescimento do filho e, por isso, valorizam sua busca de autonomia. Mas
essa negociação deve priorizar a exigência do desenvolvimento de sua
maturidade.

A responsabilidade dos pais é grande nesse momento da vida do filho e não
apenas com a família e com ele próprio. Afinal, são esses jovens
adolescentes que serão os responsáveis por nosso futuro bem próximo.		

Fonte: http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/



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