Unilins :: Centro Universitário de Lins Clique aqui para imprimir
Engenheiros dominam o topo das empresas
"Engenheiros dominam o topo das empresas"

Data da Notícia: 19/04/2005


A profissão mais comum entre aqueles que ocupam o topo da pirâmide das
corporações não é Administração de Empresas, como concluiria o senso comum.
Para entender e lidar com os desafios lógicos e abstratos do mercado, nada
melhor que um engenheiro. Isso mesmo. Os engenheiros ocupam hoje 49% das
cadeiras presidenciais de empresas do País. A constatação é da Heidrick &
Struggles, consultoria de contratação de altos executivos que avaliou o
perfil de 105 líderes. A formação em engenharia é apontada pelos
headhunters como o fator comum dentre os profissionais mais disputados no
mercado. 

Os administradores de empresas ocupam a segunda colocação, com 28%,
seguidos pelos economistas, 11% e advogados, 4%. E por que o mundo
corporativo procura esse perfil? 

Segundo especialistas, a habilidade em cálculos e a sólida formação em
exatas fazem dos engenheiros competentes gestores de recursos. Não é à toa
que a área financeira vem procurando esses profissionais. “Pelo menos 20%
dos cerca de 600 formandos da nossa instituição, migram para o setor
financeiro”, afirma o reitor e professor do Instituto Mauá, Otávio de
Mattos Silvares. O headhunter da Ray & Berndtson, Luiz Wever, confirma.
“Percebemos que os engenheiros, cada vez mais, têm seguido outros caminhos
que não o da engenharia”. 

Se por um lado a migração cria novas oportunidades de trabalho, também
provoca carência desses profissionais em setores tradicionalmente ocupados
por eles. Em uma entrevista à imprensa, o presidente da Embraer, Maurício
Botelho, declarou que a companhia tem perdido seus principais engenheiros
para o mercado financeiro, que oferece uma remuneração mais agressiva em
início de carreira. 

Para dar conta da falta de mão-de-obra e cobrir essa deficiência, a Embraer
começou a investir, em 2001, em projetos de capacitação, como o Programa de
Especialização em Engenharia, que só no primeiro ano, consumiu
investimentos de US$ 5,8 milhões. O objetivo é capacitar jovens
recém-formados e com até dois anos de experiência no ramo aeronáutico para
assim, não se tornar refém dos mais disputados do mercado e formar sua
própria mão-de-obra. 

Uma queda-de-braço entre os setores automobilístico e financeiro? Para a
gerente de RH da Ford Brasil, Ana Rosa Calciolari, não necessariamente. “É
normal que algumas pessoas queiram migrar para outras profissões, mas um
engenheiro apaixonado pela prancheta e pela criação sempre vai preferir
seguir sua área de formação”, defende. 

Para ela, existe espaço e bons salários tanto para os engenheiros que
preferem atuar corporativamente, como para aqueles interessados em
continuar na área. “Dentro da Ford temos casos de engenheiros que entraram
na área técnica e que hoje estão no setor financeiro, marketing, recursos
humanos... Nosso diretor de relações com o governo é um engenheiro”,
conclui. No ano passado, quando os carros da Ford passaram a ser fabricados
no Brasil, a montadora contratou 200 novos engenheiros e a previsão é de
que outros 50 sejam incorporados à equipe até o final do ano. 

Segundo Silvares, do Instituto Mauá, o escopo da engenharia é extremamente
amplo e está presente em todas as áreas da atividade humana.
Tradicionalmente, as principais divisões da engenharia são quatro: civil,
elétrica, mecânica e química. “Daí surgem os desdobramentos de subdivisões
ou associações de áreas para atender novas necessidades de mercado”. E o
leque de atuação desse público abrange até áreas humanas e de comunicação,
como RH e Marketing. 

De olho nas oportunidades que a carreira permite, é que a estagiária de 22
anos, Cecília Luz Correa, cursando o 5º ano de engenharia no Instituto
Mauá, resolveu experimentar o desafio de trabalhar na empresa Itaú Seguros
S/A. “Todo mundo me pergunta: o que tem a ver?”, diz ela. Mas Cecília não
acredita que tenha se distanciado da profissão. A estudante explica que a
maioria dos seus colegas de trabalho são engenheiros. “Atuo na área de
seguros para grandes armazéns, parte de logística e transporte, são seguros
altos e que requerem uma visão ampla do que pode acontecer num lugar
desses, por isso cabe mais um perfil de engenheiro do que um
administrador”. 

Sem saber ainda que atividade vai seguir no futuro, a jovem diz que ainda
pretende ter a experiência em chão-de-fábrica. 

Para Luiz Wever, não existe um segmento único ou uma grande tendência de
mercado onde esses profissionais possam ter maiores ou menores
oportunidades. “Eles continuarão sendo bons em suas áreas de formação, e em
áreas diversas como o mercado já tem mostrado”. 		

Fonte: Sabrina Fernandes - canal RH



UNILINS - Centro Universitário de Lins © Copyright 2010 • Av. Nicolau Zarvos, 1925 - Jardim Aeroporto - CEP 16401 371 - Lins-SP
Telefone (14) 3533-3200 • Cursos de Graduação: 0800 771 3200 • Outros Cursos: 0800 771 3090