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Comunicação interna e liderança
"" Data da Notícia: 22/04/2009 A atuação de líderes envolvidos com suas equipes e uma comunicação interna
bem elaborada e frequente são cruciais para a construção e manutenção da
reputação das empresas. A avaliação é de Ana Luisa de Castro Almeida,
diretora do Reputation Institute no Brasil, mestre em comunicação e doutora
em Administração.
Ela observa que as companhias estão investindo muito em marketing,
comunicação externa e relações com imprensa e, cometem o erro de deixar de
lado a interação mais efetiva e transparente com os funcionários.
“Não adianta a empresa trabalhar com uma comunicação com os públicos
estratégicos e esquecer de ter uma comunicação interna eficaz. Não se pode
correr o risco de perder a confiança dos empregados e de não realizar os
objetivos”, disse Ana Luisa que participou nesta quarta-feira (15/04) do
Encontro de Comitês de Assuntos Corporativos e Gestão de Pessoas da
Amcham-São Paulo. De acordo com ela, a colaboração dos funcionários e o
teor de informações a que eles têm acesso influencia diretamente na imagem
saudável da companhia. Neste sentido, o papel do departamento de Recursos
Humanos também é de extrema importância.
A professora explica que reputação é grau de estima, admiração, respeito e
confiança que os diversos públicos de relacionamento têm para com a
empresa. Ela pode ser percebida pelos stakeholders a partir de diferentes
aspectos que vão desde produtos e serviços, desempenho financeiro,
cidadania, ambiente de trabalho, governança e liderança.
A vulnerabilidade das empresas aumentou muito nos últimos anos por conta da
crescente fiscalização dos consumidores, agências reguladoras e da
exposição causada por avanços da tecnologia e redes de relacionamento.
Neste cenário, zelar pela reputação tornou-se fundamental para a
sobrevivência dos negócios.
Dentre os benefícios de uma boa reputação, a especialista ressalta a
redução de custos de capital, interesse de investidores, atração e retenção
de talentos e apoio favorável do público e da imprensa. “As que se
preocupam com esta questão consequem sair mais rapidamente das crises”,
acrescentou.
No caso do Brasil, a diretora do Reputation Institute enfatizou que a
atenção tem que ser redobrada. Ela citou uma pesquisa da Edelman Trust
Barometer de 2009 que mostra que 69% dos brasileiros acreditam mais nas
empresas do que em outras instituições – como governo, mídia e ONGs. De
2008 para este ano, a confiança nas companhias aumentou 8 pontos
percentuais. “Países de terceiro mundo acreditam muito nas corporações e na
mídia, em contrapartida, a confiança no governo é baixa, em nosso país o
índice é de apenas 22%”, explicou.
Google
A Google, considerada uma das marcas mais valiosas do mundo, vê a reputação
como consequência de uma atuação bem estruturada com todas as áreas
integradas e um ambiente de trabalho descontraído e aberto à participação
dos colaboradores.
“A Google não se preocupa em transmitir ou criar uma imagem, mas se
interessa em fazer um trabalho correto até porque nossos fundadores vêm da
área científica-acadêmica, não tem o veio corporativo”, destacou Deli
Matsuo, diretor de Recursos Humanos da Google para a América Latina.
Matsuo comentou que a companhia ainda não descobriu uma forma de ampliar o
retorno financeiro da rede de relacionamento Orkut no Brasil e ainda assim
continua investindo bastante nos servidores, na manutenção e na constante
inovação. “O foco é pensar primeiro nas necessidades do cliente e o
dinheiro virá como consequência.”
Vida longa
As empresas que se preocupam em gerenciar suas reputações tendem a garantir
maior longevidade dos seus negócios, de acordo com Ciro Dias Reis, diretor
da Associação Brasileira de Comunicação (Abracom). Segundo ele, são
companhias que preservam o seu DNA - visão, missão e valores -, cumprindo
bem suas atividades rotineiras, mas também sabendo inovar.
“Como exemplo de sucesso, o caso de uma empresa prestadora de serviços que
mantém boa capacidade de atendimento, de se conectar com seus públicos, e
que ao mesmo tempo, consegue dar um salto de qualidade, prevendo mudanças”,
comentou. |
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