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Pesquisa aponta carreiras do futuro
"Veja quais são as tendências em empreendedorismo para o ano de 2020."

Data da Notícia: 03/04/2009


O Pro futuro (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto
de Administração), anuncia os resultados da pesquisa Delphi “Carreiras do
Futuro”, cujo objetivo foi identificar as carreiras mais promissoras e onde
estarão as oportunidades de negócios para empreendedores considerando o
horizonte até 2020. De acordo com os especialistas consultados, a ênfase
crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o
meio ambiente estarão entre os fatores mais relevantes no delineamento das
carreiras mais promissoras. 

Os negócios potenciais estarão no setor de Serviços, em áreas como Saúde e
Qualidade de Vida, Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a Terceira
Idade e Consultorias Especializadas – como Sustentabilidade,
Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal e Planejamento
Financeiro.

Assim, é vislumbrado um futuro no qual ganharão força profissionais como
Gerentes de Eco-Relações, Chiefs Innovation Officer e Bioinformationists,
de acordo com o Quadro de Carreiras:

As 6 Carreiras emergentes mais promissoras até 2020:
1 - Gerente de Eco-Relações: Profissional que irá se comunicar e trabalhar
com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para
desenvolver e maximizar programas ecológicos. 
2 - Chief Innovation Officer: Interagirá com os funcionários em diferentes
áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações. 
3 - Gerente de Marketing e-Commerce: Gerencia o desenvolvimento e
implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

4 - Conselheiros de Aposentadoria: Profissionais responsáveis por ajudar a
planejar a aposentadoria.
5 - Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação
Continuada: responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários
qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização. 
6 - Bioinformationists: Cientistas que trabalharão com informação genética,
servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento
de medicamentos e técnicas clínicas.

Inovação 

Para 38% dos entrevistados, a inovação será um fator cada vez mais crítico
para a competitividade das empresas, colocando ênfase no desenvolvimento
tecnológico, na educação continuada e na busca por  novos conhecimentos.
Haverá maior consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e
intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto,
estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções em educação para
outras faixas etárias. 

As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão
especialmente promissoras. A tecnologia exigirá, cada vez mais,
profissionais capacitados para transformar novidades em negócios e
aplicações rentáveis. 

Qualidade de vida 

Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida,
demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade. O
crescimento da Internet, com maior acesso e mais pessoas fazendo compras e
pesquisas pela rede, deve alavancar os serviços na web. A empresa que
deseja permanecer no mercado terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e
atendimento on-line eficientes. 

Sustentabilidade 

Para 18% dos participantes, o conceito de sustentabilidade ganhará força,
justificando a atuação de profissionais nas áreas ambientais. Haverá
pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase
de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte ou na
redução da poluição resultante. 

“Essas tendências não atuarão de forma isolada e sim interdependente. Isto
significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras”, destaca o
Prof. James Wright. 

Empreendedorismo 

Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades
empreendedoras no mercado profissional, onde há uma projeção de aumento da
Taxa de Atividade Empreendedora (TAE) no país, que poderá chegar a 17% da
população economicamente ativa – contra uma média de 12,8% observada entre
2001 e 2007. Para 54% dos respondentes, as relações de trabalho sofrerão
alterações significativas, justificando o aumento da TAE. Haverá uma
diminuição dos postos de trabalho formais, implicando que muitos
profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda
das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas
às formas autônomas. 

As seguintes tendências também foram apontadas para justificar as
projeções:

Melhoria da Educação e Ênfase na Formação de Empreendedores: a melhora da
educação e dos índices sociais resultará em uma tendência de aumento da
atividade empreendedora no Brasil. Até 2020, haverá um número maior de
profissionais com ensino superior no Brasil. Empresas, universidades e
cursos de MBA enfatizam a necessidade de empreender, preparando
profissionais e aguçando os talentos. 

Motivações pessoais: uma série de motivações relacionadas diretamente aos
indivíduos foi apontada na pesquisa, dentre elas: busca por satisfação
pessoal e independência, aumento da renda familiar e procura por
alternativa de trabalho após a aposentadoria. 

No entanto, foi identificada relação de dependência entre a Taxa de
Atividade Empreendedora que pode se retrair em função da taxa de juros,
acesso ao capital de risco e a redução nos entraves legais e tributários. 

		

Fonte: FIA - HSM Online



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