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Município Verde é estímulo para ações em cidades de São Paulo
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Data da Notícia: 30/10/2008


A questão ambiental há muito vem sendo discutida entre as várias esferas de
Governo, principalmente quando se divulgam dados sobre o desmatamento e os
crimes ambientais em geral. De quem é, efetivamente, a culpa? 

Em 2007, com o intuito de fortalecer e estimular ações voltadas ao
desenvolvimento sustentável municipal, o Governo de São Paulo lançou o
projeto Município Verde, por intermédio do qual o Estado delega aos
Municípios maior responsabilidade sobre a política ambiental.

“A idéia surgiu para descentralizar a política ambiental. Os Municípios são
distantes e acreditam que a responsabilidade é do Governo Federal ou
Estadual. A intenção é descentralizar as ações”, explica a AmbienteBrasil
Ubirajara Guimarães, chefe de Gabinete da Secretaria do Estado do Meio
Ambiente e coordenador do projeto Município Verde. 

Para obter a certificação, o Município precisa atender a dez diretivas
estabelecidas pelo Estado, como tratamento de esgoto, gestão de resíduos
sólidos, recuperação de mata ciliar, arborização urbana e educação
ambiental, habitação sustentável - com a diminuição de uso da madeira
oriunda da Amazônia e o incentivo ao uso de madeira certificada -,
implantação de um programa que reduza o desperdício de recursos hídricos,
controlar a poluição atmosférica e de gases do efeito estufa, implementação
de uma estrutura ambiental responsável pela proteção ao meio ambiente e aos
recursos naturais e constituir um conselho ambiental.

Os Municípios que assinaram o Termo de Adesão (dos 645 do Estado de São
Paulo, apenas 32 não aderiram) receberão notas para cada diretiva. Com a
soma das notas, cada um precisa atingir o mínimo de 80 pontos para receber
a certificação de Município Verde. Eles apresentam planos de ação em que
constam as adequações exigidas.

O anúncio do ranking de Municípios certificados será feito no dia 26 de
novembro. “Além da vantagem de ser considerado um Município ambientalmente
correto, o que não é pouca coisa, também terá prioridade no recebimento de
recursos do governo estadual para melhorias no setor ambiental”, enfatiza
Ubirajara.

O caso de Lins

Um dos municípios que assinaram o Termo de Adesão foi Lins, a 455 km da
capital paulista. “Acredito que a certificação será um marco e ao mesmo
tempo um prêmio às nossas investidas em prol do que acreditamos ser
ambientalmente correto e socialmente justo, além do compromisso com a
qualidade de vida em nosso Município”, explica a AmbienteBrasil Hemerson
Fernandes Calgaro, coordenador de Política Rural e Meio Ambiente da
Prefeitura de Lins e diretor do Horto Municipal.

A reestruturação do Novo Horto Municipal de Lins foi um fator importante
para cumprir uma das diretivas exigidas pela Secretaria de Meio Ambiente do
Estado de São Paulo - a educação ambiental.

O Centro de Educação Ambiental (CEA), instalado no Horto, conta com uma
sala de cursos e palestras, uma biblioteca ambiental com mais de 500
títulos, coleção entomológica (de insetos), herbário com espécies de
plantas encontradas no horto, xiloteca (coleção de amostras de diversas
espécies de madeira) e carpoteca (coleção de amostras de sementes).

“Semanalmente são atendidas em média 60 crianças que percorrem a Trilha
Ecológica, recebem orientação e informações sobre meio ambiente”, diz
Hemerson.

Na Trilha Ecológica, os alunos, acompanhados por monitores, observam a
fauna e flora do local. No final do passeio, os estudantes podem plantar
mudas de árvores e fazer piquenique.

Através de parcerias, atores realizam apresentações teatrais de fantoches,
que abordam temas de interesse da comunidade, como a coleta seletiva de
resíduos e o combate à dengue.

O Horto possui também um viveiro de mudas com destinação para a arborização
urbana, ornamental e nativa, estas últimas são especificamente para o
Projeto Bosques Urbanos e demais parcerias. Em 2007 saíram mais de 10 mil
mudas do viveiro. 

Hemerson explica que recentemente foi inaugurado o Roteiro Rural em Lins, 
onde se encontram propriedades que oferecem produtos e serviços
diferenciados que permitem aos turistas um maior contato com a natureza.
“Entretanto, há muito o que se fazer nesta área e a restauração do Horto
vem se somar às ações que se destinam a incrementar o lazer no Município,
tudo isto associado à educação ambiental e à preservação da natureza”.

O horto realiza ainda um projeto de geração de renda a pequenos
horticultores com a produção de mudas de hortaliças. “Estamos também
enriquecendo a flora local, com espécies nativas em algumas localidades da
cidade, contribuindo para a formação de subbosques”, afirma Marcos Vinicius
de Melo, estagiário de Engenharia Ambiental no Horto. 

“A importância do Horto se faz pelo que ele representa à população e ao
meio ambiente. É um maciço florestal que estamos enriquecendo com diversas
espécies nativas, dentre elas, algumas em risco de extinção. Desta forma,
estamos contribuindo não só com a sucessão ecológica das espécies, mas
também com o seqüestro de carbono, emissão de oxigênio, renovação do ar e
propiciando, mesmo que sensível, para amenizar a temperatura ambiente nas
redondezas do Horto”, explica Hemerson Calgaro. 		

Fonte: Neide Campos / AmbienteBrasil
colaboração enviada por Vinicius de Melo, aluno de Engenharia Ambiental da Unilins



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