|
Adaptação de colégios públicos teve
início em 1998
"" Data da Notícia: 27/06/2003 As primeiras ações de inclusão escolar começaram em 1998, embora a Lei de
Diretrizes e Bases já tivesse determinado a nova ordem dois anos antes. As
escolas não tinham espaços adaptados, os professores não estavam preparados
e as famílias também temiam a novidade. "Todos tivemos de lidar com a
diversidade ao mesmo tempo", resume Ana Maria de Godoi, diretora da escola
da AACD.
Os recursos foram surgindo, os professores foram aprendendo a lidar com
essas crianças e os colegas de classe foram tirando lições da convivência.
"Todos saíram ganhando", diz Ana Maria. Mas ainda há muito a ser feito. A
parcela mais desprotegida, segundo Carmen Bueno, da Sorri Brasil, são as
crianças de 0 a 3 anos, pois apenas 3% delas têm acesso à creche.
"O quadro fica ainda mais dramático quando são crianças pobres e carentes
que só chegam à escola aos 7 anos", diz. "Sem a estimulação anterior, não
conseguem acompanhar a classe e acabam repetindo já no primeiro ano ou, no
máximo, no segundo." Se houvesse creche para todos, ela acredita que
portadores de deficiência chegariam menos comprometidos à idade adulta. "A
creche é a porta de entrada do diagnóstico precoce, que previne grande
parte dos desdobramentos da deficiência."
Capacitar mais professores, adaptar mais escolas e facilitar a
acessibilidade são direitos que as famílias dos portadores de deficiência
nunca devem perder de vista. Isso faz parte do leque de oportunidades,
segundo Mara Siaulys, presidente do Laramara, associação de assistência ao
deficiente visual. No caso de crianças cegas ou com deficiência visual, a
rede estadual de ensino de São Paulo dispõe de 30 salas de aula com os
equipamentos necessários: máquina braile, jogos, soroban (aparelho manual
que auxilia nos cálculos) e professor capacitado.
"Há bem pouco tempo, as escolas faziam o favor de admitir crianças cegas",
lembra Mara. "Hoje, temos classes especiais. O mercado de trabalhoestá
receptivo. Passou o tempo em que o conceito era transformar o deficiente.
Hoje, nós nos adaptamos a ele." Muitas vezes, no entanto, criança com
dificuldade de aprendizagem não é portadora de algum tipo de deficiência
mental.
Baixo rendimento escolar pode ser também falta de estímulo. Casos assim
foram comprovados em São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo, onde
70 crianças até então consideradas portadoras de deficiência mental,
passaram por uma reavaliação e surpreenderam. Com alguma estimulação,
muitas delas deixaram a escola especial e outras foram transferidas para
classes de séries mais adiantadas.
"Famílias pouco organizadas, que vivem em ambientes pobres de troca de
informação, produzem crianças com dificuldades de armazenar dados e
administrar o que aprendem na escola", explica Eliana Victor, da Unidade de
Reabilitação Clínica da Avape (Associação para Valorização e Promoção de
Excepcionais).
"Crianças com rendimento sofrível geralmente têm vocabulário pobre, o que
acaba produzindo diagnósticos equivocados, como um quadro de deficiência,
por exemplo", diz Eliana Victor. Foi exatamente o que ocorreu em São Luiz
do Paraitinga. "O resultado foi ampliação do vocabulário, mais integração e
rendimento maior, dentro e fora da sala de aula." (S.T.)
|
|
UNILINS - Centro Universitário de Lins © Copyright 2010 • Av. Nicolau Zarvos, 1925 - Jardim Aeroporto - CEP 16401 371 - Lins-SP Telefone (14) 3533-3200 • Cursos de Graduação: 0800 771 3200 • Outros Cursos: 0800 771 3090 |