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Diminuição feminina na computação
preocupa entidade
"Apesar do número crescente de mulheres em todas as áreas profissionais, a presença feminina no setor de computação está caindo drasticamente" Data da Notícia: 10/01/2007 Apesar do número crescente de mulheres em praticamente todas as áreas
profissionais, a presença feminina no setor de computação está caindo
drasticamente, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Computação
(SBC). A presidente da entidade, Claudia Bauzer Medeiros, diz o problema
poderá acarretar graves impactos sobre a economia, a pesquisa e a ciência.
"Estamos muito preocupados com isso. Mas o fenômeno não ocorre apenas no
Brasil, ele é mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, a presença feminina
vem caindo a cada ano na área de computação", disse Claudia, em entrevista
à Agência Fapesp. Segundo Cláudia, há 20 anos as mulheres chegaram a ocupar
quase metade das vagas nos cursos de graduação em computação. Desde 1992, o
número de candidatas tem caído.
Segundo a SBC, na pós-graduação em Ciência da Computação, atualmente cerca
de 25% dos estudantes são mulheres. O número de professoras varia entre 25%
e 30%. Na graduação, dados do Ministério da Cultura (MEC) mostram que a
participação feminina baixou de 30%, há 15 anos, para 5% a 10%. Para a
Cláudia, há duas hipóteses para o desinteresse feminino - uma de origem
econômica, outra de origem social.
"O aspecto econômico é que houve um aumento da competição na área. Antes,
as mulheres ocupavam os cargos porque não havia tanto interesse. À medida
que o setor evoluiu e começou a oferecer salários melhores, os homens
pressionaram o mercado de trabalho e a competição foi acirrada", explicou.
Além disso, a mulher, em geral, teria maiores preferência e habilidade por
atividades que incluam contatos sociais e humanos. |
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