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Faltam profissionais na área de informática
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Data da Notícia: 17/10/2006


A demanda por profissionais de informática está bastante aquecida no
Brasil. Pode-se facilmente notar, através de anúncios da imprensa
especializada, que o Brasil possui características especiais para se
tornar, em um curto espaço de tempo, em um pólo exportador de serviços de
informática.

Há alguns anos o Brasil vem sendo destacado pela comunidade internacional
como um país com potencial para exportar serviços de computação, devido à
versatilidade de sua cultura, à proximidade de horário com o maior mercado
consumidor mundial (Estados Unidos) e à oferta de mão-de-obra.

Isso está claro quando se observa o mercado de trabalho. A IBM, que
atualmente conta com cerca de nove mil funcionários, divulgou que pretende
contratar, ainda em 2006, mais dois mil profissionais de informática. Até
2008 serão mais nove mil funcionários. Isto quer dizer que a IBM planeja
contar com 20 mil profissionais em 2008. A TCS, gigante indiana que, no
Brasil, atua no setor de software, terá cerca de dois mil profissionais até
2007. A EDS, antigo braço de informática da GM, anunciou duas mil
contratações em 2006. No site APINFO, pode-se ver, a cada dia, cerca de cem
novas vagas para profissionais de TI.

O IDC estima que o Brasil possui atualmente um déficit de 20 mil
profissionais de informática. São vagas abertas e não preenchidas
simplesmente porque não há profissionais qualificados. O mesmo Instituto
estima que o crescimento do setor de informática será de 11% ao ano até
2009.

Como entrar para um mercado de trabalho tão promissor? A certificação
profissional, aquela oferecida pelas empresas que detém e criam produtos
para o mercado, como Microsoft, Oracle, IBM e CISCO entre outras, pode ser
uma forma para se conseguir um emprego na área de computação.

Porém, apesar de importantes, estas certificações não substituem os cursos
superiores. As certificações habilitam o estudante a dominar uma tecnologia
específica. Desta forma, ao se obter uma certificação, obtém-se uma
qualificação específica em um produto. A certificação não dá a mesma
amplitude de abordagem que um curso superior. O curso superior habilita o
estudante a escolher uma dentre as várias ferramentas disponíveis, por
exemplo. Com isso, através de um esforço adicional, pode-se dominar mais
ferramentas e obter diferentes certificações.

O ideal é trabalhar a certificação em paralelo com a faculdade. Os cursos
superiores de Tecnologia, por serem mais focados e com mais aulas práticas,
normalmente facilitam a obtenção de certificação profissional.

Há duas etapas para você fazer a melhor escolha para seu futuro
profissional: pense em você e escolha a faculdade correta. As opções que o
sistema educacional brasileiro oferece são boas, mas você deve ter
consciência das limitações de cada tipo de curso superior. Quando você
decidir se vai para Tecnologia, Bacharelado ou Licenciatura analise a
faculdade que você irá estudar.

Lembre-se que curso superior hoje em dia é, acima de tudo, um investimento.
As faculdades estaduais e federais são excelentes opções, mas nem sempre
são acessíveis. Se sua opção for uma faculdade particular, leve em
consideração:

- Se a instituição possui equipamentos necessários para o tipo de curso que
você vai fazer, tais como laboratórios e infra-estrutura, como acesso à
Internet; 
- A titulação (mestrado e doutorado) dos professores é fundamental para
cursos de bacharelado e licenciatura; 
- Analise quais são os fornecedores produtos tecnológicos que estabelecem
as parcerias acadêmicas com a faculdade; 
- Certifique-se da existência de uma equipe para ajudá-lo na colocação e
gestão da sua carreira profissional; 
- Veja se o currículo do curso está atualizado com as tendências do mercado
de trabalho; 
- Verifique como a faculdade é observada pelo mercado profissional.

A faculdade sozinha não garantirá sua colocação profissional, mas poderá
lhe abrir ou fechar portas dependendo de como os profissionais reconhecem
quem se formou nela. Ela deve oferecer condições para você realmente
aprender, com número adequado de computadores e equipamentos para você
utilizar na prática, com um projeto pedagógico consistente com o objetivo
do curso e com o apoio para você se desenvolver profissionalmente. Se não
for assim, a faculdade pode sair muito mais caro no futuro.



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*Celso Henrique Poderoso de Oliveira é coordenador dos Cursos Superiores de
Tecnologia da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista.
Economista, especialista em Sistemas de Informação e mestrando em
Tecnologia pelo CEETEPS (Centro Paula Souza). Trabalha desde 1986 com
informática e desde 1996 com banco de dados Oracle. Consultor de
informática em Qualidade de Software e Banco de Dados. Autor dos guias de
referência de Oracle PL/SQL e do livro "SQL Curso Prático", todos
publicados pela Editora Novatec.		

Fonte: Minha Notícia - Emprego e Carreira (enviado por Celso Henrique Poderoso de Oliveira)



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